
Rock Bottom
Rock bottom
I hit rock bottom many times in my life, and every time I thought it couldn’t get worse and every time it got.
This is not a sad story.
Rock bottom might be one of my favourite places to be. How come? You might be thinking. Because 100% of the times, I got out of there better then I was ever before.
And you know the cliche “the happiest you’ve ever been it’s not the happiest you’ll ever be”? It works the other way around too. And that is scary. But it also gives me hope.
25 years of emblematic situations and the thing I am most proud of is how I can adapt myself to every scenario and then overcome it in a such a beautiful and exciting way.
That’s why I love rock bottom. Everytime I came back to the top, I came in a much better version, wiser, more resilient, confident and happier than ever.
Life is a piece of shit but it’s also a beautiful motherfucker. It’s the constant paradox of “I love my life” and “I can’t do this anymore”.
Rock bottom taught me that it needs to get really bad to get really better.
It’s about cicles. One ends for the next one to start. Not all of them are amazing but all of them are beautiful.
Call it toxic positivity. I assure you it is not.
It’s accepting that the good is only incredible because the bad is pretty terrible.
Learn your lessons. Feel your pain. Love the process. Enjoy your growth.
And share it, you never know who you might be inspiring.
rock bottom made me write my first English epiphany, see? I am already winning

Escolhas, consequências.
A escolha foi minha, e eu aceito as consequências dela. Decidi encarar de frente todas as batalhas,então aceito todos os altos e baixos que elas trazem. Decidi não desistir das minhas coisas, e aceito que ser resiliente é cansativo. Escolhi não deixar assuntos por resolver, por isso aceito e compreendo que há coisas que precisam ser terminadas e retiradas da nossa vida. Quero paz de espírito, e farei o que for necessário para a ter e para a manter. Decidi viver a vida com coragem, e por isso aceito ouvir e dizer a verdade por mais difícil que ela seja. Escolhi ter empatia e dar tudo o que tenho em tudo o que faço, e por consequência, compreendo que nem sempre vou ser recebida com reciprocidade, e quando assim for, terei a coragem para sair de onde não pertenço, mantendo a minha paz de espírito. A vida já está difícil demais. As pessoas estão confusas, magoadas e exaustas. Vou me facilitar a mim mesma. Devo-me isso, sabem? Compreendo o meu processo e tudo que o engloba, e aceito-o, afinal a empatia que eu dou aos outros, tenho que dar a mim mesma. E eu dou. E eu entendo. E eu aceito. E está tudo bem, porque no final do dia, a escolha é minha e eu carrego as consequências dela com a certeza que eu faço o meu melhor.

Ir embora
Ir embora foi difícil.
Mas ficar estava a ser mais.
Então a gente resigna-se á nossa insignificância e vamos em busca de um lugar onde importamos.
Encontrei o meu. Em mim mesma.
E durante muito tempo, eu achava que sabia o que era amor próprio.
Até fazer terapia.
E perceber que esse sim foi o meu maior ato de auto-respeito.
Curar feridas.
Aprender a viver com elas.
O medo durante demasiado tempo foi meu inimigo. Até que houve uma dia que eu fartei-me e convidei-o para um café com bolo e fofocas. Hoje em dia fazemos tudo juntos.
Isso é que foi aprender a amar-me, sabem lá vocês o quão feia é a minha versão medrosa, e eu gosto dela na mesma intensidade que da corajosa. Elas completam-se.
Foi então que ir embora tornou-se inevitável.
Ás vezes casas precisam de renovação.
A minha precisava.
E foi então que ir embora, fez sentido.
